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Pecados contra o Espírito Santo

De acordo com o Catecismo Maior, de São Pio X, são seis os pecados contra o Espírito Santo


Chamam-se estes pecados particularmente de pecados contra o Espírito Santo porque se cometem por pura malícia, o que é contrário à bondade que se atribui ao Espírito Santo.


1º – Desespero de salvação

Ocorre quando a pessoa perde as esperanças na salvação, julgando que a sua vida já está perdida e que se encontra condenada, antes mesmo do Juízo. Julga que a misericórdia divina é pequena. Não crê no poder e na justiça de Deus.


2º – Presunção de salvação sem merecimento

A pessoa cultiva na sua alma uma ideia de perfeição que implica um sentimento de orgulho. Considera salva pelo que já fez. Apenas Deus sabe se aquilo que fizemos merece o prêmio da salvação ou não. A nossa salvação pode ser perdida, até o último momento da nossa vida, e Deus é o nosso Juiz Eterno. Devemos crer na misericórdia divina, mas não podemos usurpar o atributo divino inalienável do Juízo. O simples facto de já se considerar eleito é uma atitude que indica a debilidade da virtude da humildade diante de Deus. Devemos ter a convicção moral de que estamos certos nas nossas ações, mas não podemos dizer que aos olhos de Deus já estamos definitivamente salvos. Os calvinistas, por exemplo, afirmam a eleição definitiva do fiel, por decreto eterno e imutável de Deus. A Igreja Católica ensina que, normalmente, os homens nada sabem sobre o seu destino, exceto se houver uma revelação privada, aceite pelo sagrado magistério. Por essa razão, os homens não se podem considerar salvos antes do Juízo.


3º – Negar a verdade conhecida

Quando a pessoa não aceita as verdades de fé (dogmas de fé), mesmo após exaustiva explicação doutrinária. É o caso dos hereges. Considera o seu entendimento pessoal superior ao da Igreja e ao ensinamento do Espírito Santo que auxilia o sagrado magistério.


4º – Inveja da graça fraterna

A inveja é um sentimento que consiste em irritar-se porque o outro conseguiu algo de bom. Mesmo que possua aquilo ou possa conseguir um dia. É o ato de não querer o bem do semelhante. Se eu invejo a graça que Deus dá a alguém, estou a dizer que aquela pessoa não merece tal graça, tornando-me assim o juiz do mundo. Estou a voltar-me contra a vontade divina. Estou a voltar-me contra a Lei do Amor ao próximo. Não devemos invejar um bem conquistado por alguém. Se este bem é fruto de trabalho honrado e perseverante, é vontade de Deus que a pessoa desfrute daquela graça.


5º – A obstinação no pecado

É a vontade firme de permanecer no erro mesmo depois da ação do Espírito Santo. A pessoa cria o seu critério de julgamento ético. Ou simplesmente não adota ética nenhuma e assim aparta-se da vontade de Deus e rejeita a Salvação.


6º – A Impenitência final

É o resultado de toda uma vida de rejeição a Deus. O indivíduo persiste no erro até o final, recusando arrepender-se e penitenciar-se, recusa a salvação até o fim. Consagra-se ao adversário de Cristo. Nem mesmo na hora da morte tenta aproximar-se do Pai, manifestando humildade. Não se abre ao convite do Espírito Santo.

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